ARME esclarece actualização dos preços dos combustíveis em Junho e impacto da suspensão do mecanismo de fixação
Na
sequência da actualização dos preços máximos dos combustíveis para o mês de
Junho, a ARME prestou esclarecimentos com o objectivo de reforçar a correta
interpretação das informações divulgadas.A
entidade reguladora recorda que os novos Preços Máximos de Venda ao Consumidor
Final (PMVCF), em vigor desde as 00h00 de 1 de Junho, foram fixados em
conformidade com a Resolução do Governo n.º 63/2026, de 30 de Março, e a
Retificação n.º 35/2026, de 31 de Março, que suspende o mecanismo de fixação
dos preços dos produtos petrolíferos regulados, bem como o Despacho Conjunto
n.º 05/2026, de 30 de Maio.Segundo
a ARME, os preços de Junho refletem um acréscimo médio de 4,36%, tendo sido
determinados com base nos valores praticados em Maio e respeitando limites de
ajustamento definidos, até 8% na gasolina, petróleo e gasóleo normal; 5% no
gasóleo de marinha; e 2% no gasóleo para electricidade, fuel 180 e fuel 380. O
gás butano manteve-se inalterado.Assim,
os preços máximos agora em vigor são os seguintes, gás butano a 144,30
escudos/kg; gasolina a 163,20 escudos/litro; petróleo a 173,40 escudos/litro;
gasóleo normal a 137,10 escudos/litro; gasóleo para electricidade a 98,80
escudos/litro; gasóleo de marinha a 95,10 escudos/litro; fuel 380 a 70,70
escudos/kg; e fuel 180 a 73,80 escudos/kg.A
ARME sublinha que, caso o mecanismo de actualização mensal estivesse em vigor,
os preços seriam significativamente mais elevados, devido às pressões dos
mercados internacionais. A título comparativo, os valores de referência sem a
suspensão apontariam, por exemplo, para 175,90 escudos/litro na gasolina e
153,30 escudos/litro no gasóleo normal.Com
a aplicação da medida, a entidade reguladora indica que foi possível mitigar os
aumentos, reduzindo os preços ao consumidor final em 12,70 escudos por litro na
gasolina, 16,20 no gasóleo normal e 38,80 no gasóleo para eletricidade, entre
outros produtos.A
ARME acrescenta ainda que, entre Abril e Junho, a variação acumulada média dos
preços dos combustíveis se situou em cerca de 14%, quando, sem a suspensão do
mecanismo, poderia atingir aproximadamente 40%.Por
fim, a entidade destaca que os aumentos acumulados no período seriam
significativamente superiores na ausência da medida, chegando, por exemplo, a
33,33% na gasolina, 42% no petróleo e 50,02% no gasóleo para eletricidade.
6/3/2026 8:57:45 AM